O cultivo das relações interpessoais na prática

INTRODUÇÃO

No post de hoje vamos ver como devemos nos comporta em relação ao nosso próximo dentro do nosso ministério. O conteúdo trata-se da importância das relações interpessoais.

1 – A IMPORTÂNCIA DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS 

Vou dividir esse tópico em três:

  1. Valorizando pessoas, não coisas;
  2. O valor das mulheres;
  3. Irmandade e companheirismo.

1 – Valorizando pessoas, não coisas

Paulo finaliza sua carta primeiramente recomendando a irmã Febe, membro da igreja de Cencreia. Foi através dela que o apóstolo enviou sua epístola à igreja que estava em Roma.

A recomendação vem acompanhada de uma observação na qual Paulo reconhece o serviço prestado por ela à igreja de Cencreia: “[…] A qual serve na igreja que está em Cencreia, para que a recebais no Senhor, como convém aos santos, e a ajudeis em qualquer coisa que de vós necessitar; porque tem hospedado a muitos, como também a mim mesmo” (Rm 16.1,2). Ela servia à igreja.

O vocábulo servir, usado aqui, traduz o termo grego diakonos, o que tem levado muitos comentaristas a acreditar que ela era uma diaconisa da igreja. 0 fato é que o apóstolo pôs em evidência a função em vez do ofício. Infelizmente, hoje as coisas estão invertidas. 0 que vale mais hoje são os títulos e os cargos ao invés do desempenho do serviço cristão.


Hoje, infelizmente, muitas pessoas ainda não aprenderam a valorizar o seu  próximo mas sim as coisas [objetos, dinheiros, roupas, etc], como Paulo já mencionou, esta havendo uma inversão de valores, ‘coisas’ passaram a ser mais valorizadas que pessoas.

Valorize as pessoas que estão ao seu redor, pois um dia você pode acordar e perceber que elas se foram sem que você pudesse dizer: ‘Obrigada por tudo, eu gosto muito de você.’

Jesus valorizava as pessoas acima das coisas.

Jesus muitas vezes não tinha tempo para dormir nem sequer comer, ele dava muita importância para as pessoas ao ponto de deixar de fazer suas próprias coisas. Veja nos versículos abaixo.

“E ele disse-lhes: Vinde vós, aqui à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco. Porque havia muitos que iam e vinham, e não tinham tempo para comer.” – Marcos 6:31

“E ele estava na popa, dormindo sobre uma almofada, e despertaram-no, dizendo-lhe: Mestre, não se te dá que pereçamos?” – Marcos 4:38

É esse amor que Deus quer que tenhamos uns pelos outros, que Deus nos ajude a pensar mais no próximo e valorizar mais as pessoas e menos as coisas.

Jesus se PREOCUPAVA com as pessoas

“Tenho compaixão da multidão, porque há já três dias que estão comigo, e não têm o que comer.
E, se os deixar ir em jejum, para suas casas, desfalecerão no caminho, porque alguns deles vieram de longe.” – Marcos 8:2,3

Nesse versículo fica claro – evidente, a preocupação de Jesus com a multidão, olhe que Ele diz – “desfalecerão no caminho“, fica óbvio que Jesus estava preocupado com a multidão e não podia despedir-se deles sem que eles se alimentassem, pois, poderiam ‘desfalecer no caminho‘, então Jesus entra com a providencia e alimenta toda a multidão.

Jesus se preocupa com você e não te deixará falecer no caminho. 😉

Aprenda a servir seu próximo, como Cristo nos serviu.

2 – O valor das mulheres

Paulo fala de Priscila e Áquila, como tendo exposto suas vidas na causa do Evangelho (Rm 16.3).

Saudai a Priscila e a Áqüila, meus cooperadores em Cristo Jesus – Rm 16.3

Esse casal era judeu e havia sido expulso de Roma pelo imperador Cláudio. Agora haviam voltado à capital do império. Outras referências ao mesmo casal são encontradas em Atos 18.2,18,26,1 Coríntios 16.19 e 2 Timóteo 4.19.

Uma observação é valida na vida desse casal:

Primeiramente, Paulo sempre cita Priscila em primeiro lugar. Muitos comentaristas concordam que isso tinha uma razão de ser. Priscila se destacava na obra do Senhor, sendo auxiliada por Áquila, seu esposo. Quem não conhece uma irmã em Cristo que se destaca mais do que o esposo na causa do Mestre? Paulo não cita apenas Priscila, mas cita outras mulheres de igual destaque.

No versículo 6 de Romanos 16, ele menciona uma mulher de nome Maria: “Saudai a Maria, que trabalhou muito por nós“. Pouco se diz dessa Maria, e o que se sabe é que ela “trabalhou muito” na obra de Deus. Trabalhar aqui traduz o termo grego kopiao, que significa trabalho voluntário. Maria se deu voluntariamente para a obra de Deus. Precisamos de mais “Marias”. Que o Senhor envie mais “Marias” para a sua obra.

3 – Irmandade e companheirismo

Na saudação seguinte, sentimos o peso que tinha a comunidade cristã para Paulo e o valor do seu companheirismo (Rm 16.7,8).

Saudai a Andrônico e a Júnias, meus parentes e meus companheiros na prisão, os quais se distinguiram entre os apóstolos e que foram antes de mim em Cristo.
Saudai a Amplias, meu amado no Senhor.” – Romanos 16:7,8

A igreja é o Corpo de Cristo. Ela é uma grande família. Conscientizemo-nos da importância que tem a fraternidade cristã para a saúde da igreja.

Infelizmente a nossa espiritualidade segue mais um modelo de condomínio, onde ninguém conhece ninguém, do que de uma casa de família, onde todos se conhecem e se relacionam.


“Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.” – Salmos 133:1

2 – AS AMEAÇAS ÀS RELAÇÕES INTERPESSOAIS

Vamos dividir esse tópico em dois:

  • Individualismo.
  • Sensualismo e antinomismo

1 – Individualismo

No meio das saudações, o apóstolo Paulo, de forma abrupta [rude, repentina], põe uma advertência: “E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles” (Rm 16.17).

Alguns comentaristas acham que esse versículo se encontra deslocado do restante dos demais. Mas, a verdade é que ele está no lugar onde deveria estar. Paulo via com o uma ameaça a quebra da koinonia cristã [união cristã]. Portanto, era um perigo às relações interpessoais, o individualism o daqueles que promoviam dissensões.

Esse individualismo está caracterizado no fato de que eles serviam ao seu próprio estômago ou ventre. Viviam para si mesmos. O faccioso geralmente é um indivíduo solitário até o momento em que arregimenta outros para com partilhar do seu pensamento doentio. A igreja deve observá-lo e afastar-se dele.

2 – Sensualismo e antinomismo

Esses irmãos facciosos não apenas provocavam dissensões, mas também promoviam escândalos (Rm 16.17).

“E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles.” – Romanos 16:17

A maioria dos comentaristas são de acordo que Paulo tinha em mente o movimento herético do primeiro século conhecido como gnosticismo.

Era um movimento sectário, que tinha como prática o sensualismo e o antinomismo. Em outras palavras, como viam a maté­ria como algo ruim, não tinham apreço pelo corpo, já que este era material. Isso os conduzia a uma vida sensual. Por outro lado, outra consequência desse entendimento errado, estava na troca da doutrina bíblica por “palavras suaves e lisonjas” (Rm 16.18). Não havia regras para obedecer. Esse ensino de sabor adocicado, porém falso, tinha a capacidade de atrair os incautos.

3 – A FONTE DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS

Vamos dividir esse tópico em dois também:

  1. Existe em razão da sabedoria e soberania de Deus;
  2. Existe em razão da graça de Deus.

1 – Existe em razão da sabedoria e soberania de Deus

Paulo queria que os Romanos se certificassem de que ele lhes ensinara o Evangelho de Deus. O evangelho da graça faz parte do “mistério” que Deus deu a conhecer no final dos tempos (Rm 16.25).

Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério que desde tempos eternos esteve oculto,” – Romanos 16:25

Esse mistério, que esteve oculto, foi dado a conhecer à igreja através de revelação do Espírito Santo.
Era sobre o desvendar desse mistério que Paulo acabara de escrever. Deus, em sua soberania, permitiu que a sua sabedoria fosse revelada no evangelho da graça. 0 resultado foi a salvação a todo aquele que crer. A igreja de Roma era fruto disso.

2 – Existe em razão da graça de Deus

Paulo encerra a sua Epístola com uma expressão de louvor e adoração. Isso tinha uma razão de ser, a revelação da graça de Deus, mediante o Evangelho:

Mas que se manifestou agora e se notificou pelas Escrituras dos profetas, segundo o mandamento do Deus eterno, a todas as nações para obediência da fé, ao único Deus, sábio, seja dada glória por Jesus Cristo para todo o sempre. Amém!” (Rm 16.26,27).

Essas palavras de adoração nos fazem lembrar outra expressão de louvor do apóstolo: “Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém!” (Rm 11.36).

CONCLUSÃO

Nada mais apropriado do que encerrar uma carta incentivando as relações interpessoais saudáveis. É isso o que Paulo faz no final da carta aos Romanos. Primeiramente vemos o quanto ele valorizou o relacionamento interpessoal saudável, doutrinando a igreja a respeito dos perigos das contendas e divisões.

O individualismo, o sensualismo e as heresias deveriam ser resistidos energicamente. Muitos dos nomes que Paulo citou haviam labutado ombro a ombro com ele na edificação do Corpo de Cristo.

Não eram lembranças nostálgicas, mas recordações que ajudavam a refrigerar a alma. Por último, não deveriam esquecer de que a fonte e a origem de toda harmonia é Deus. Ele é a fonte de toda a graça dispensada.

Post – O cultivo das relações interpessoais na prática.
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