O que é Tolerância Cristã? [ ESTUDO ]

INTRODUÇÃO

0 apóstolo Paulo foi informado de que havia alguns conflitos na igreja de Roma, os quais giravam em torno da liberdade cristã. Alguns crentes, ainda imaturos, se escandalizavam com determinadas atitudes dos crentes, cuja a fé achava-se amadurecida.

Esses conflitos, como acredita a maioria dos comentaristas, surgiram com o retorno de alguns judeus cristãos que haviam sido expulsos pelo imperador Cláudio.

Estes, ao se juntarem à igreja formada em sua maioria por gentios, se escandalizaram com determinadas práticas. Paulo busca um ponto de equilíbrio a fim de que a obra de Cristo não sofresse nenhum dano. Este é o tema que vamos estudar nesse post.

I – UMA IGREJA HETEROGÊNEA

Vamos dividir esse tópico em três:

  • 1 – A natureza da Igreja
  • 2 – Os fracos na fé
  • 3 – Os fortes na fé

1 – A natureza da Igreja

É possível percebermos, nesta seção da Epístola aos Romanos, que Paulo apela para a natureza da Igreja a fim de corrigir o problema que nela surgiu. A Igreja é una, isto é, embora formada por pessoas de grupos diferentes, ela forma o corpo de Cristo.

Para ser Igreja, ela precisa atender o critério da unidade. Não há judeus nem gentios, mas a Igreja de Deus. Ela é, portanto, indivisível. Esse é o primeiro aspecto que podemos perceber na linha argumentativa de Paulo. Nisto vemos a natureza heterogênea da Igreja. Pessoas diferentes vivendo juntos, isto é uma igreja heterogênea.

Essa Igreja una e indivisível é de natureza local e universal. Os crentes judeus e gentios deveriam, portanto, se conscientizar de que problemas de natureza local não poderiam sobrepor-se à universalidade da Igreja. A liberdade deveria ser respeitada, isto é, regulada pela lei do amor.

Devemos não só viver em paz com irmãos de nossa igreja, mas, também de outras denominações.

Esforçai-vos para viver em paz com todas as pessoas e em santificação, sem a qual ninguém verá o Senho – Hebreus 12.14

Eu não concordar com certas coisas de outros ministério, não me da o direito de criticar, para conseguir alcançar tal nível, é preciso de paz, é dessa paz que vamos estudar nesse post.

2 – Os fracos na fé

Quem seriam os fracos na fé? Os crentes fracos eram principalmente cristãos judeus que se abstinham de certos tipos de alimentos, e observavam determinados dias em razão de sua contínua lealdade à Lei de Moisés (Rm 14.6,14).

Muitos judeus que haviam se convertido não conseguiam se libertar totalmente dos preceitos do judaísmo. Além de observar determinados rituais relacionados ao culto, eles queriam que os gentios fizessem o mesmo.

Nos dias de hoje não é diferente, muitos entram para igreja e não consegue largar os costumes do mundo, Deus nos quer com exclusividade sem nenhum costume mundano.

No post anterior, eu mencionei que devemos nos ‘divorciar’ do nossos senhores para sermos verdadeiros adoradores – Clique aqui e saiba mais.

O que devemos fazer para deixarmos os costumes mundanos e viver para Cristo? 

1 – Primeiro, devemos morrer para o pecado e nascer para Deus.

“Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor”. Rm 6.11

2 – Segundo, ser obediente a Deus e ouvi e guardar todos seus estatutos

Porque se diligentemente guardardes todos estes mandamentos, que vos ordeno para os guardardes, amando ao SENHOR vosso Deus, andando em todos os seus caminhos, e a ele vos achegardes – Dt 11.22

3 – Terceiro, odiar o mundo (no sentido de não querer coisas dele (coisas pecaminosa que nos afasta da presença Dele)

“Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vêm do Pai, mas sim do mundo. Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus, permanece para sempre.” – 1 João 2:15-17

Paulo teve que resolver problemas semelhantes na igreja de Corinto (1 Co 8.1-13), Gálacia e Colossos. Esses cristãos – podemos chamá-los de imaturos – não conseguiram entender por completo a natureza da Nova Aliança em Cristo Jesus. Eram crentes nascidos de novo, mas ainda não haviam conseguido se libertar do legalismo.

3. Os fortes na fé

Se os crentes fracos eram formados por judeus crentes, mas que viviam ainda debaixo da velha aliança, os fortes eram formados tanto por judeus como por gentios que haviam alcançado um entendimento correto das implicações da Nova Aliança.

Esse fato é confirmado pela afirmação do apóstolo Paulo que se enfileira com os fortes na fé (Rm 15.1). Portanto, os fortes sabiam que não estavam mais debaixo da Lei, mas da graça.

Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos.” – Romanos 15:1.

Paulo nessa passagem nos exorta a não criticar as pessoas que estão começando na fé e não tem muito entendimento, mas, que devemos sempre ensinar as outras pessoas mais novas e com muita fé e amor.

2 – UMA IGREJA TOLERANTE (Rm 14.13-23)

Vamos também dividir esse tópico em três:

  • 1. A lei da liberdade
  • 2. A lei do amor
  • 3. A lei da espiritual

1 – A lei da liberdade

Um tema que Paulo trata com bastante ênfase na Epístola aos Romanos é o da liberdade em Cristo. Em Romanos 7.24 e 25, o apóstolo tinha consciência da incapacidade de o crente se auto libertar. Por isso, ele glorifica a Deus, na pessoa de Jesus Cristo, por prover a libertação das garras do pecado.

Em sua espístola endereçada à igreja da Galácia, ele escreveu que foi para a liberdade que Cristo nos chamou (Gl 5.1).

“Cristo nos libertou para que nós sejamos realmente livres. Por isso, continuem firmes como pessoas livres e não se tornem escravos novamente.” – Gl 5.1

A liberdade cristã lhe dava certeza de uma coisa: “Eu sei e estou certo, no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesma imunda, a não ser para aquele que a tem por imunda; para esse é imunda” (Rm 14.14).

Essa é a lei da liberdade. A palavra grega koinos, traduzida aqui como imunda, se refere às coisas que a Lei Mosaica considerava comuns ou impuras. A lei da liberdade mostrava aos crentes maduros que eles estavam livres dos rudimentos da Lei de Moisés.

2. A lei do amor

O versículo 15 do capítulo 14 de Romanos diz: “Mas, se por causa da comida se contrista teu irmão, já não andas conforme o amor. Não destruas por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu“. Tendo chamado a atenção para a lei da liberdade, agora o apóstolo passa a falar de outra lei – a lei do amor.

É o amor ágape de Deus. A lei da liberdade, exercitada por cristãos mais maduros, mostrou-lhes Paulo, permitia quebrar certas regras ritualísticas. Todavia se isso causasse algum escândalo nos crentes imaturos, então essa liberdade deveria ser restringida

3. A lei da espiritualidade

Paulo passa a mostrar então o modelo de espiritualidade que deve conduzir tanto os crentes fortes como os fracos (Rm 14.22,23). O crente deve possuir convicção bem definida no exercício da sua fé. Ele deve ter critérios para que não se torne um antinomista ou legalista. A lei que deve regê-lo é a “lei de Cristo“.

3 – UMA IGREJA ACOLHEDORA

Vamos dividir esse tópico em três:

  • 1 – O exemplo dos cristãos maduros
  • 2 – O exemplo de Cristo
  • 3 – O exemplo das Escrituras

1 – O exemplo dos cristãos maduros

Como então deveriam agir os crentes fortes em relação aos fracos? Paulo respondeu: “Mas nós que somos fortes devemos suportar as fraquezas dos fracos e não agradar a nós mesmos. Portanto, cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação” (Rm 15.1,2).

Os crentes maduros deveriam dar graças a Deus por entender o real propósito da Nova Aliança. Eles sabiam que “(…] o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17).

Exatamente por possuírem uma fé mais substancial, eles deveriam servir de modelo para aqueles que ainda não haviam alcançado esse nível de maturidade.

O crente maduro, portanto, deve evitar as coisas que fazem aos mais fracos tropeçar. Isso, no entanto, não quer dizer que o crente forte ficará prisioneiro da consciência do crente fraco. Quer dizer que o crente é responsável também pelo crescimento e amadurecimento do fraco, mostrando-lhe com amor o que significa ser livre em Cristo.

2 – O exemplo de Cristo

O exemplo para essa limitação da liberdade foi dada por Cristo, nosso Senhor (Rm 15.3).

“Porque também Cristo não agradou a si mesmo, mas, como está escrito: Sobre mim caíram as injúrias dos que te injuriavam.” – Romanos 15:3

O argumento de Paulo é que, se o próprio Salvador não agradou a si mesmo, então por que os crentes que se consideravam mais espirituais não poderiam agir da mesma forma? Em Cristo, Deus mostrou tolerância para com os pecadores.

Paulo já havia falado em Romanos 5.8, que o amor de Deus pelos homens foi mostrado de forma graciosa quando Cristo morreu por eles, sendo ainda pecadores

“E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.” – Romanos 5:5

3 – O exemplo das Escrituras

Paulo apela então às Escrituras como instrumento aferidor da espiritualidade (Rm 15.4). Ele chama atenção dos crentes, tanto fortes como fracos, exortando e dizendo que o ensino das Escrituras deve ter um efeito prático em nossa vida.

Ela não foi escrita apenas como um livro de valor histórico, mas é a inspirada Palavra de Deus e, portanto, deve ser normatizadora da vida do crente. Ela foi escrita não para ser um instrumento de discórdia ou aprisionamento, mas para alimentar a nossa esperança.

CONCLUSÃO

Aprendemos com o o apóstolo Paulo procurou pacificar a tensão entre os crentes forte e fracos na igreja de Roma. Esse conflito estava gerando um ponto de tensão que poderia, a curto prazo, pôr em risco a obra de Cristo ali.

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Tags – Nova aliança, tolerância cristã, crentes fracos, crentes fortes, escola bíblica dominical, o que e uma igreja heterogenea, uma igreja tolerante, a lei do amor.

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