Como viver uma nova vida em Cristo – Romanos 12

INTRODUÇÃO

No post de hoje vamos estudar como devemos seguir com nossa nova vida em Cristo, entenderemos a passagem de João 4, quando fala da mulher samaritana, essa passagem trata-se de adoração como veremos a seguir, estudaremos também sobre os dons que Deus nos entregou e como a igreja deve se comportar diante dessa nova vida.

1 – EM RELAÇÃO A MORDOMIA DA ADORAÇÃO CRISTÃ (Rm 12.1,2)

Vamos dividir esse tópico em três:

  • Uma exortação em forma de apelo;
  • Uma palavra concernente ao corpo;
  •  Uma palavra concernente à mente.

1 – Uma exortação em forma de apelo

Romanos 12.1 – “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.

Rogo-vos“, conforme aparece na versão Almeida Revista e Corrigida, traduz o verbo grego ‘parakaleo’. Essa palavra tem, no original, o sentido de admoestar, encorajar e exortar. Os léxicos destacam que esse termo era usado no contexto militar quando um oficial queria exortar as tropas.

As palavras introdutórias de Paulo são, portanto, um apelo exortativo. Os crentes deveriam levar em conta tudo o que ele havia ensinado até então e procurarem se ajustar à nova vida em Cristo.

Devemos ajustar nossa vida nova nos padrões ensinado pela Palavra de Deus, vou listar algumas ‘coisas’ que devemos parar de praticar com a nossa nova vida em Cristo.

Coisas que não devemos mais fazer.

  • Roubar;
  • Mentira;
  • Prostituição;
  • Idolatria;
  • Formicação;
  • Desobediência.

Essas são só algumas ‘coisinhas’ que devemos parar de fazer para seguir o novo padrão de vida em Jesus.
Deus ele não quer nossa adoração dividida, ele esta em busca dos verdadeiros adoradores – João 4:23.

Jesus na passagem de João 4  onde Ele conversa com a mulher samaritana, é o maior exemplo que Ele quer a adoração exclusiva para Ele. A bíblia fala que a mulher samaritana tinha 5 maridos, e o 6 não era dela, essa passagem trata-se de maridos ‘espirituais’, não físico, como muitos pensam.

Não é o foco desse post explicar essa passagem, mas, vou mostrar quais são os cinco marido da mulher samaritana.

Em 2 Reis 17.24-33, fala que a região de Samaria foi tomada por cinco povos, e cada um desses povos fizeram seu ‘deus’ para essa região.

A adoração de Samaria estava mesclada com as seguintes culturas:

  • Babel – Eles fizeram uma deusa chamada Sucote-Benote. Ela operava nas tendas, na religiosidade e nas esferas sexuais. É a representação da Rainha dos Céus.
  • Cuta – Eles fizeram o deus Nergal, que significa grande homem, originalmente o deus do abismo. Em Apocalispse 11 há um anjo do abismo chamado de Apoliom, o destruidor. Ele opera na murmuração, julgamentos e fofocas (I Coríntios 10:10).
  • Hemate –  Eles fizeram o deus Asima. Era uma deusa que operava no ocultismo, adivinhação, feitiçaria, manipulação. Representa a Jezabel.
  • Ava – Eles fizeram os deuses Nibaz e Tartaque. Nibaz está relacionado com a incredulidade, o humanismo, o gnosticismo. Relacionado ao Espírito da Grécia.  Tartaque significa preso em cadeias, trevas, corrupção. Representa o principado de Belial.
  • Sefarvaim – Eles fizeram os deuses Adrameleque e Anameleque. Adrameleque significa esplendor do rei, está relacionado ao principado de Moloque e Baal. Anameleque denota pobreza do rei. Este é figura de Mamom.

Cada um desses povos que tomaram Samaria fizeram seus ‘deuses’. Nessa passagem Jesus quer que ela seja adoradora de apenas 1 marido, Ele (Jesus), a mulher samaritana, representava o povo samaritano.

Para seguirmos a Jesus e sermos verdadeiros adoradores, precisamos então nos ‘divorciar’ desses cinco maridos, que são:

Sucote-Benote – Toda pornografia e sensualidade;

Nergal – Murmuração, fofoca contra o próximo, levantar falsos testemunhos;

Asima – Adivinhação, feitiçaria, manipulação e jogos de azar;

Nibaz – Incredulidade, humanismo, aqui trata-se também de idolatria, muitas pessoas idolatram a família sem perceber, deixa de ir para um culto porque estão com alguma visita, ou algo no gênero, muitas vezes as mães idolatram seus filhos, não querendo acorda-lo para ir a igreja de manha. Tome muito cuidado com isso;

Tartaque – Trevas, corrupção, não venda seu campo de lentilha.

Esses são os cinco maridos que devemos largar para sermos verdadeiros adoradores. Num post futuro, como já mencionei, irei tratar desse assunto detalhadamente. 😉

2. Uma palavra concernente ao corpo

O apóstolo solicita aos crentes romanos […]  “que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” – (Rm 12.1).

Três coisas são ditas aqui sobre o corpo como instrumento de adoração, são elas:

Sacrifício vivo

A palavra grega usada aqui pelo apóstolo é thüsia, que significa sacrifício ou oferta. O paralelo é feito com o sistema de sacrifícios levítico do Antigo Testamento. Temos que nos apresentar para Deus como ofertas Vivas e não mais morta, como antes.

Santo

A ideia de algo que foi separado exclusivamente para o serviço de Deus. Assim fazendo, o crente terá a garantia que estará agradando a Deus na sua adoração.

Agradável

Para sermos agradável precisamos ser verdadeiros adoradores, como já mencionado com exemplo da mulher samaritana. Muitos pensam que ser ‘agradável’ a Deus é ficar ‘pulando ou gritando’ durante o culto todo, as vezes você oferece o seu culto agradável a Deus apenas com suas atitudes e ações de fé. Antes que me perguntem, não sou contra o movimento pentecostal, pelo contrário, participo, rs.

3 – Uma palavra concernente à mente

Assim como o nosso corpo deve ser ofertado em sacrifício vivo a Deus, da mesma forma a nossa mente também precisa ser – (Rm 12.2). Para que a adoração seja verdadeira ela precisa ser realizada por pessoas com a mente transformada. Essa transformação, como mostra o original metamorphousthe, de onde vem o vocábulo metamorfose, significa ser transformado em nossa mais profunda natureza interior.

Antigamente, eles matavam a cabra, pegavam seu couro e faziam ‘odres‘, onde eles colocavam água para ir viajar, pois, o odre conseguia guardar [conservar] a temperatura da água, azeite e líquido, em maior quantidade de tempo.

Era exatamente isso o odre, como se fosse uma ‘bolsa’, onde conseguia ‘conservar’ as ‘coisas’.
Jesus usa o ‘odre’ para falar sobre mentalidade, observe:

“Não se coloca tampouco vinho novo em odres velhos; do contrário, os odres se rompem, o vinho se derrama e os odres se perdem. Coloca-se, porém, o vinho novo em odres novos, e assim tanto um como outro se conservam” – Mateus 9:17.

Vou explicar essa passagem – O couro do animal (odre) ele se ‘gasta e vai se esticando‘, chega uma hora que ele se rompe, então Jesus fala – não se poe vinho novo em odre velho, pois, o vinho novo vai ‘fermentando‘ e aumenta seu tamanho‘, assim, romperia o odre. Então Jesus aconselha – Coloca vinho novo, apenas em odre novo, pois, se por o ‘vinho’ novo no odre velho, vai se romper o odre quando ele [vinho] fermenta.

Essa passagem, trata-se ‘mentalidade‘, Jesus estava dizendo – ‘Para você receber o evangelho [ideia nova], você precisa estar com a cabeça nova, isto é, uma mentalidade aberta. Você não consegue por uma ideia nova numa mente velha, então para receber o evangelho, você precisa estar com uma mente nova.

2 – EM RELAÇÃO À MORDOMIA DO EXERCÍCIO DOS DONS (Rm 12.3-8)

Vamos dividir esse tópico em três:

  • Exercitá-los com moderação e humildade;
  • Exercitá-los respeitando sua diversidade;
  • Exercitá-los com esmero e regularidade.

1 – Exercitá-los com moderação e humildade

A palavra dons (gr. charismata) que aparece no versículo 6 de Romanos 12, é a mesma palavra usada por Paulo em 1 Coríntios 12.4 em referência aos dons espirituais. 0 mesmo amor de 1 Coríntios 13, que regulamentou o uso dos dons, deve ser aqui praticado.

Paulo já havia falado muito sobre a graça (gr. charis) e é em nome dessa graça, que a ele foi dada, que pede moderação e humildade na mordomia dos dons espirituais. Ninguém que exercitasse os dons espirituais deveria achar que era alguma coisa independente da graça. É exatamente isso o que significa o vocábulo grego yperphroneo, traduzido aqui como “pensar de si mesmo além do que convém“.

A bíblia ensina que tem dois tipos de dons, os espirituais, e os naturais. Os espirituais esta descrito no livro de Corintios, e os naturais na bíblia toda, Deus quer que usemos nossos dons de forma coerente e não para se mostrar, mas, sim pra honra e gloria de Dele (Deus).

Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.” –  Filipenses 2:3.

“Hoje muitos querem usar a Deus. Não seja mais um…” 

2 – Exercitá-los respeitando sua diversidade

Paulo lembra aos romanos que a moderação e a humildade são indispensáveis no exercício dos dons. Ele também os faz recordar que Deus não quer exclusivismo no exercício dos dons (Rm 12.4).

A individualidade deve ser respeitada, porque o Espírito usa pessoas, mas o individualismo deve ser rejeitado. Os dons são diversos, assim como diversos são os membros do corpo (Rm 12.5). Não existe um corpo formado somente por um membro, da mesma forma o Senhor não quer que os dons operem através de uma única pessoa (Rm 12.6). Todos têm seu lugar no corpo de Cristo.

Hoje em muitas igrejas, não tem essa diversificação, o pastor (ou líder religioso), não abre oportunidades para todos como a bíblia ensina, mas, sempre para um ou outro, este é um erro muito comum. Sempre as ‘mesma irmãs’ que recebem oportunidades de louvar, mesmos irmãos que pregam, etc…

Deus tem o desejo de usar a todos, porem, nem sempre o homem permite (líderes e pastores) – Que Deus dê sabedoria para esses ‘homens…’

Cumpra com sua vida a missão de Cristo – Levar a Palavra de Salvação a maior quantidade de pessoas possíveis.

3 – Exercitá-los com esmero e regularidade

Paulo escreve em Romanos 12.3-8, no contexto de uma igreja local, e não tem a preocupação de separar os dons espirituais dos dons ministeriais. Aqui, os crentes, quer sejam leigos quer sejam clérigos, são convidados à prática dos dons espirituais (Rm 12.6-8).

Paulo esta dizendo que seja pastor, obreiro, ou membro, todos estão convidados a praticar os dons espirituais, muitos pensam que apenas obreiros e pastores podem ser usados, é um erro interpretativo comum, Deus usa a todos, desde que a pessoa esteja debaixo da vontade Dele.

Os dons, portanto, devem ser exercidos com dedicação e regularidade. Eles são dádivas de Deus e precisam ser desempenhados no contexto da igreja.

3 – EM RELAÇÃO À MORDOMIA DA PRÁTICA DAS VIRTUDES CRISTÃS (Rm 12.9-21)

Vamos dividir esse tópico em três:

  • Exercitar o amor;
  • Exercitar o serviço cristão;
  • Exercitar a resistência ao ma.

1 – Exercitar o amor

Socialmente a palavra amor está muito desgastada e quase sempre é associada apenas a sentimentos. Todavia, não é esse o significado de ágape no Novo Testamento.

O amor cristão é algo que brota de dentro do caráter de uma pessoa regenerada e passa a moldar o seu comportamento (Rm 12.9,10).

“O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem.
Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.” – Romanos 12:9,10

Dessa forma, o amor jamais pode ser algo fingido, isto é, praticado com hipocrisia. Ele é algo autêntico. Vê o outro antes de si mesmo. Veja mais sobre o amor.

2 – Exercitar o serviço cristão

Paulo aconselha os crentes em Roma a viverem a vida cristã com intensidade. Nada de apatia ou vagarosidade: “Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor” (Rm 12.11). A palavra vagarosos traduz o termo grego okneros, que possui também o sentido de preguiçoso, descuidado e indolente.

Ser fervoroso não significa ser fanático, mas ser alcançado peta graça e andar segundo ela. A expressão “no espirito” tanto pode estar no caso locativo grego, significando nosso espírito humano, como no instrumental, se referindo ao Espírito Santo. Independentemente do caso que Paulo tenha usado, o sentido é do Espírito Santo incendiando a vida do cristão fervoroso.

3 – Exercitar a resistência ao mal

Fechando essa seção, o apóstolo aconselha: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm 12.21). Em Romanos, encontramos o apóstolo Paulo se referindo ao mal (gr. kakos) quatorze vezes.

Em Romanos 7.19,21, ele apresentou esse mal como sendo sinônimo da natureza adâmica pecaminosa e má, que quer conduzir o crente a fazer aquilo que ele desaprova. Essa é a razão da guerra interior. Em Atos 16.28 Paulo fala desse mal como um dano irreparável que uma pessoa pode causar a si mesma. Aqui esse mal aparece como uma força oposta ao bem, que procura impedir o viver cristão vitorioso. A recomendação bíblica é: “vença o mal com o bem“.

CONCLUSÃO

Nesta post aprendemos que o capítulo 12 de Romanos forma um conjunto de exortações a respeito do viver a nova vida em Cristo. Como observamos, essas exortações estão relacionadas a vários aspectos do viver cristão e envolvem a mordomia da adoração cristã, onde é mostrado o valor do corpo e da mente no serviço de Deus.

Atenção é dada à mordomia dos dons espirituais, onde Paulo combate a apatia e o individualismo. A Igreja é o corpo de Cristo e como corpo ela deve viver. Por último o apóstolo exorta a respeito do exercício das virtudes cristãs, destacando a prática do viver cristão vitorioso.

Post – Como viver uma nova vida em Cristo – Romanos 12.
Tags – Nova em Cristo, cinco maridos da mulher samaritana, dons espirituais, dons do espirito, escola bíblica dominical,Estudo Romanos 12.

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