Israel no plano de salvação – Israel será salvo? [Estudo sobre Israel]

INTRODUÇÃO

No post de hoje, vamos entender o plano de Deus para Israel, sabemos que Israel é para Deus como ‘menina dos olhos de Deus‘, porem, essa nação não tem se comportado como tal, no post de hoje vamos entender o plano de Deus para Israel. Sabemos que no dia da grande Batalha do Armagedom Deus irá mostrar o amor Dele por essa nação salvando da grande perseguição.

Paulo discorreu a respeito da Doutrina da Salvação nos capítulos 1 a 8 da Epístola aos Romanos. Veremos neste post que nos capítulos 9,10 e 11, ele abre um parêntese para tratar a respeito da “sorte de Israel” no plano da salvação.

Aprendemos com estes capítulos que Deus tem um plano especial para com Israel e que a rejeição deles é apenas temporária até se cumprir a plenitude dos gentios, quando todo o Israel será salvo.

OBS: Todo conteúdo desse post, será retirado da revista ebd.

1 – A ELEIÇÃO DE ISRAEL DENTRO DO PLANO DA REDENÇÃO (Rm 9.1-29)

Vamos dividir esse tópico em três:

  • O anseio de Paulo e a incredulidade de Israel;
  • Os eleitos e as promessas de Deus;
  • Eleição, justiça e soberania de Deus.

1 – O anseio de Paulo e a incredulidade de Israel

O apóstolo Paulo deixa bem claro a elevada estima que possuía por seus companheiros. Ele abre o seu coração para expressar seus sentimento sem relação ao seu povo – Romanos 9.1-5.

1 – Em Cristo digo a verdade, não minto (dando-me testemunho a minha consciência no Espírito Santo):
2 – Que tenho grande tristeza e contínua dor no meu coração.
3 – Porque eu mesmo poderia desejar ser anátema de Cristo, por amor de meus irmãos, que são meus parentes segundo a carne;
4 – Que são israelitas, dos quais é a adoção de filhos, e a glória, e as alianças, e a lei, e o culto, e as promessas;
5 – Dos quais são os pais, e dos quais é Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém.” – Romanos 9.1-5.

Esse desejo de Paulo aumenta quando ele lembra os crentes romanos de que aos judeus foi dada a adoção, a glória, os pactos, a Lei, o culto e as promessas. Paulo também os faz recordar que deles (dos judeus) também descendem os patriarcas e o próprio Cristo! Mas, apesar de todas essas bênçãos, o entendimento do povo judeu continuava, e continua, endurecido.

Porque os judeus não aceitam a Jesus – Este é um tema que merece uma dedicação maior, muito em breve eu farei um post especifico explicando todos argumentos apresentados por eles e as próprias contradições nas mesma.

De fato, eles não aceitam Jesus como messias até os dias de hoje, durante esse post vamos entender mais sobre esse assunto – Porque os judeus não aceitam a Jesus como salvador.

2 – Os eleitos e as promessas de Deus

O argumento de Paulo em Romanos 9.6-13 revela que as promessas de Deus relativas à nação de Israel não falharam, mesmo que a maioria deles as tenha rejeitado. As promessas terão seu fiel cumprimento através dos judeus remanescentes, dos gentios que abraçaram a fé e do Israel que será restaurado no futuro – Israel será restaurado.

Essa porção das Escrituras é uma das mais debatidas entre os teólogos. As posições se polarizam quando o debate é entre determinismo e livre-escolha. Todavia, Paulo não está se referindo a eleição individual, mas coletiva. O exemplo dos irmãos Jacó e Esaú, dado para ilustrar o argumento do apóstolo, deixa isso evidente (Rm 9.10-13).

A citação que Paulo faz de Jacó e Esaú, nesse texto, é tirada do livro do profeta Malaquias 1.2-4. Basta uma olhada nessas passagens para ver que o profeta não estava se referindo às pessoas ou aos indivíduos “Jacó” e “Esaú”, que nessa época já haviam morrido há muito tempo, mas a grupos ou povos. Isso é demonstrado em Malaquias 1.4, onde Esaú é identificado com Edom, um povo e não um indivíduo.

Fica, portanto, evidente à luz desse contexto que a predestinação é corporativa, isto é, de um grupo, povo, ou nação, e não de pessoas.

3 –  Eleição, justiça e soberania de Deus

Em Romanos 9.14-29, Paulo responde as indagações sobre a justiça de Deus e sua soberania. Deus não poderia ser acusado de ter sido injusto com Israel por eles se acharem no estado em que se encontravam.

Paulo toma Faraó para exemplificar sua argumentação. O apóstolo afirma que o endurecimento do coração de Faraó ocorreu quando este resistiu à vontade de Deus (Êx 7.14,22; 8.15,32; 9.7).

Da mesma forma, Israel foi endurecido porque não aceitou a justificação que lhe foi dada através de Jesus Cristo. O exemplo extraído  da metáfora do vaso do oleiro serve para fundamentar mais ainda a argumentação em favor da justiça e da misericórdia de Deus.

O argumento determinista que vê os “vasos de ira” e “vasos de misericórdia”, como sendo uma referência aos salvos e condenados, cai diante da exposição do próprio texto. Deus suportou os vasos da ira e eles se tornaram, por si mesmos, objetos da ira de Deus; mas os vasos de misericórdia participarão da glória de Deus, através da fé, pela graça de Deus, e não como resultado das suas próprias obras.

2 – O TROPEÇO DE ISRAEL DENTRO DO PLANO DA REDENÇÃO (Rm 9 .3 0 -1 0 .2 1 )

Vamos dividir esse tópico em três:

  • Tropeçaram em Cristo;
  • Tropeçaram na lei;
  • Tropeçaram na Palavra.

1 – Tropeçaram em Cristo

Partindo do princípio de que a igreja de Roma era formada em sua maioria por gentios, a parte judaica teria dificuldade de entender porque os gentios haviam sido aceitos por Deus enquanto a maioria dos judeus não. Paulo argumenta que o tropeço de Israel se deve ao fato de não terem crido em Jesus, o Messias prometido (Rm 9-30-33).

“Que diremos pois? Que os gentios, que não buscavam a justiça, alcançaram a justiça? Sim, mas a justiça que é pela fé.
Mas Israel, que buscava a lei da justiça, não chegou à lei da justiça.
Por quê? Porque não foi pela fé, mas como que pelas obras da lei; pois tropeçaram na pedra de tropeço;
Como está escrito:Eis que eu ponho em Sião uma pedra de tropeço, e uma rocha de escândalo; E todo aquele que crer nela não será confundido. ” – Romanos 9.30-33.

O que deveria ser solução para eles tornou-se em tropeço. Por outro lado, os gentios, ao crerem na graça de Deus, foram justificados, visto que a sua justificação veio em decorrência da fé e não dos seus méritos.

2 – Tropeçaram  na Lei

Nesse ponto, o apóstolo Paulo realça algo que ele já vinha argumentando desde o capítulo 3. Os judeus, ao buscarem a sua justiça própria através da Lei, acabaram por rejeitar a justiça de Deus que vem através de Jesus Cristo (Rm 10.1-4). Querer agradar a Deus, seguindo os preceitos da Lei, era andar na direção errada, visto que Cristo é o fim da lei (Rm 10.4).

3 – Tropeçaram na Palavra

0 evangelho de João já havia mostrado que Jesus veio para o que era seu, mas que os seus não o receberam (Jo 1.12). Aqui Paulo mostrará que a rejeição de Israel aconteceu, não por falta de aviso, mas porque não quis ouvir aquilo que Deus havia planejado para ele. Endureceram seus corações e tropeçaram na Palavra (Rm 10.14-21). Por outro lado, os gentios responderam positivamente a essa mesma Palavra e, por isso, foram aceitos.

3 – A RESTAURAÇÃO DE ISRAEL DENTRO DO PLANO DA REDENÇÃO (Rm 11.1-32)

Vamos dividir esse tópico em três novamente.

  • 1. Israel e o remanescente;
  • 2. Israel e o enxerto gentílico;
  • 3. Israel e a restauração futura (11.25-32).

1 – Israel e o remanescente

Os teólogos chamam a atenção para a importância que a doutrina de um “remanescente” possui dentro da cultura judaica (Rm 11.1- 10). De fato, os profetas que se levantaram contra a apostasia e o formalismo religioso acreditavam que Deus tinha uma reserva formada por aqueles que eram fiéis (Am 2.12; 5.3; Is 1.9; 6.9-13; Sf 3.12,13; Jr 23.3). Entenda mais sobre os

Em Romanos 11.1-10, Paulo, que se considerava um dos remanescentes, cita o exemplo de Elias. Para Paulo, da mesma forma que Elias se manteve fiel no meio do Israel apóstata, assim também havia um remanescente que se mantinha fiel através de Jesus Cristo. Para entender melhor sobre os remanescentes de Israel, olhe esse artigo.

2 – Israel e o enxerto gentílico

Israel não conseguira entender que o plano de Deus para a salvação incluía também os gentios (Is 9.6). Tropeçaram ao não aceitarem a justiça de Deus manifestada em Jesus Cristo. Foi graças a esse tropeço, argumenta Paulo, que os gentios entraram como um enxerto no plano da salvação.

Os gentios, portanto, não deviam assumir uma posição de orgulho, mas de temor. Eles não eram os ramos naturais, mas faziam parte da “oliveira brava” (Rm 11.11-24). Se Deus não havia poupado os ramos naturais, muito menos pouparia os ramos enxertados.

3 – Israel e a restauração futura (11.25-32)

Embora Paulo se entristecesse com a situação espiritual de seus compatriotas judeus, a sua posição em relação a eles é de esperança e não de desespero (Rm 11.25-32).

Paulo estava convencido de que no futuro Israel será salvo. Para ele, isso terá seu cumprimento quando se completar a “plenitude dos gentios“. A rejeição dos judeus trouxe a justificação ao mundo gentílico. Quando Deus cumprir seu propósito para com os gentios cumprirá também suas promessas de restauração para todo o Israel.

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Tags – Porque os judeus negam a Jesus, escola bíblica dominical, plano de salvação para Israel, israel será salvo?, Israel no plano de salvação

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