Como eram as famílias nos tempos bíblicos – [ USO E COSTUMES ]

Paz irmão, tudo bem?

Atualmente existem vários padrões de família, famílias tradicionais, famílias fora dos padrões, etc, mas o que a bíblia diz sobre família? – Nesse pequeno post eu quero mostrar um pouco sobre – como eram as famílias nos tempos bíblicos, esse post não trata como é a família nesse período nosso, não é da família contemporânea que se trata esse estudo, mas sim das famílias nos tempos bíblicos.

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INTRODUÇÃO

Existem muitas passagens bíblicas que é necessário um conhecimento prévio sobre como eram as famílias nos tempos bíblicos para entender. A família não se restringia apenas aos membros que moravam em sua casa, o conceito família era um pouco maior que imaginamos, os escravos eram considerados como parte da família. Depois desse estudo teremos uma noção maior de como eram as famílias nos tempos bíblicos. Fique comigo até o final. 😉

FAMÍLIA NOS TEMPOS BÍBLICOS

Como eram as famílias nos tempos bíblicos? – Resposta abaixo.

As unidades familiares do ocidente no século vinte são chamadas nucleares por serem pequenas – mãe, pai, um ou dois filhos. Os membros da família eram todos que se assentavam a mesa, como – tio, tia, primo e servos.

Nós chamaríamos de famílias extensas. O chefe da família era o pai, ele era o chefe de um grupo, ele era o ‘xeque’.

Abraão e seus herdeiros eram xeques, em certa ocasião, Abraão conseguiu reunir 318 guerreiros “nascidos em sua casa”Gn 14.14.

Maria e José viajava com seus amigos e família, eles fizeram isso quando Jesus tinha doze anos em Jerusalém – Eles viajaram com “parentes e conhecidos” – Lc 2.44.

Maria só perdeu Jesus na festa por causa da quantidade de pessoas que tinha lá, ela não se preocupou muito, pois estava no meio de parentes e amigos.

PAI NOS TEMPOS BÍBLICOS

A palavra Pai em hebraico é – Av | ou Abba = Em hebraico essa palavra significa = AUTORIDADE DA CASA.

A família era um “pequeno reino” para o pai, ele que governava. Ele tinha autoridade sobre a esposa, filhos, netos e servos – todos da casa. Os filhos eram criados e orientados a seguirem as ordens do pai – Ex 20.12, e se recusassem aceita-las, poderiam ser punidos até com morte, dependendo da decisão do pai – Dt 21.18-21.

Quando o pai morria, a sucessão passava para o filho mais velho – Isaque foi um caso especial. Segundo a lei familiar (não bíblica), nos tempos de Abraão, o pai podia ter um filho de uma segunda mulher. Ismael nasceu de Abraão e Hagar desse modo (Gn 16.1,2).

Porém, se subsequentemente da primeira mulher, esse filho – nesse caso Isaque – se tornava o chefe da família. A mesma lei foi seguida no caso de Jacó, Raquel deveria ter sido sua primeira mulher. Portanto, foi o seu filho mais velho, José, que se tornou herdeiro e ganhou o casaco especial para mostrar isso (Gn 37.3,4), embora tivesse nascido muito depois do seus irmãos.

MULHER NOS TEMPOS BÍBLICOS

O papel da mulher sempre pareceu ser de submissão ao homem.
Algumas características da mulher:

  • Ela se mantinha fora da vista quando havia visitantes (Gn 18.9);
  • servia primeiro aos homens da família antes de sentar-se à mesa;
  • buscava água no poço;
  • costurava;
  • cozinhava para a família;
  • andava a pé enquanto os homens montados.

Mesmo quando Ló e a mulher estavam fugindo apressadamente de Sodoma, ela caminhou atrás dele (Gn 19.26).
Paulo diz – “O homem é o cabeça da mulher” – 1 Co 11.3. Paulo da razões teológicas para isso. Ele diz a Timóteo que o homem foi criado primeiro, mas que a mulher foi tentada primeiro e desobedeceu as leis de Deus (1 Tm 2.13,14).

O papel tradicional da mulher não significava que ela fosse mal amada ou desrespeitada ao cumprir seu papel – Pv 31. Só ela podia ter filhos e esse aspecto da família era tão  importante que se fosse infiel ao marido e à família, o castigo era a pena de morte (Lv 20.10).

Mesmo quando o marido era infiel à esposa com uma moça solteira, esta passava a ser um membro da família (Dt 22.13-30), compare o v 22 com os vv. 28 e 29).

A maternidade tinha muita importância que a posição da mulher era literalmente salva ao dar à luz a uma criança (1 Tm 2.15). A mulher com o seu esposo eram considerados representantes de Deus para ensinar as suas leis aos filhos (Ex 20.12; Dt 6.7).

ESCRAVOS ERAM PARTE DA FAMÍLIA

Depois de estabelecidas, as famílias mais ricas podiam aumentar de tamanho com a aquisição de escravos. A maioria era capturado em guerras (Nm 31.26; Dt 21.10) ou comprado no mercado de escravos (Lv 25.44). Oséias comprou sua mulher num desses mercados.

Embora escravos fossem considerados como propriedades (Lv 25.45), eles eram cuidadosamente protegidos pelas leis:

  • Não podiam ser maltratados (Dt 23.15,16);
  • tinham direito ao descanso sabático (Ex 20.10);
  • podiam comparecer nas festas (Dt 16.10,11)

Os escravos eram tratados como se fossem da família. Eles não podiam comprar propriedades ou casar-se com escravos estrangeiros. A escrava da esposa de Naamã era bem tratada (2 Reis 5.2,3).

Um judeu podia torna-se escravo para pagar uma dívida ou roubo, ou até por achar maior segurança na casa de outro homem do que na sua. Famílias e filhos podiam ser vendidos dessa maneira (Ex 21.7; 2 Rs 4.1; Mt 18.25). Tal pessoa vendia normalmente seu trabalho durante sete anos (DT 15.12-18) a não ser que quisesse ficar como membro da família (v 16), em cujo caso sua orelha era cerimonialmente furada no batente da porta (v 17).

Num post futuro, a gente fala mais sobre esse assunto, pois é amplo demais.

FILHOS NOS TEMPOS BÍBLICOS

Filho em Hebraico é ‘Ben’, significa = A vida da casa.

Visto que os pais acreditavam que continuavam vivendo nos filhos, estes eram considerados uma grande benção (Dt 28.4; Sl 128.3). Quanto mais filhos a pessoa podia ter, tanto melhor = “Feliz o homem que enche deles a sua aljava…” – Sl 127.5a.

A INFÂNCIA DE JESUS – PRIMEIROS ANOS

Maria e José fizeram circuncidar Jesus no oitavo dia. Depois de quarenta dias, eles foram a Jerusalém (cerca de 6km e Belém) para oferecer os sacrifícios requeridos e pagar o dinheiro do resgate (vv 22.24 Lc 2).

E bem claro que José e Maria eram um pouco pobres porque só puderam oferecer dois pássaros. Logo depois disso eles voltaram a Nazaré com Jesus (V 39). – Este é um assunto muito discutido.

Alguns estudos afirma que os sábios chegaram quando Jesus já tinha dois anos aproximadamente (Mt 2.16), eles poderiam ter ido a Nazaré. A riqueza dos presentes que tinham grande valor simbólico, deve ter representado fortuna para Maria e José.

Os presentes permitiriam que abrissem uma carpintaria, cuidassem de Jesus e mais tarde de uma família maior. Lc 2.21-49

NASCIMENTO NOS TEMPOS BÍBLICOS

A mulher grávida não podia tomar banho quente para evitar o aborto e também não podia comer certas coisas: vegetais verdes, comida salgada e gordura, para não prejudicar o feto. A parteiro local fazia o parto, que geralmente acontecia em casa (Ex 1.15-19; Jr 20.14,15).

O recém-nascido era levado e depois passavam sal em sua pele, na crença que isso faria com que a pele ficasse mais grossa, endurecer melhor.

Uma curiosidade legal: As mãe judia pensava que os “membros” do filho cresceria retos e firmes se fossem presos com tiras apertadas ao lado do corpo com o que chamavam de “faixas”. Essas eram bandagens de 100 a 120mm de largura e cinco ou seis metros de comprimento – Veja (Ez 16.4; Lc 2.12).

CONCLUSÃO

Vimos que o conceito de família nos tempos bíblicos eram totalmente diferente da nossa realidade e que se entendermos esses costumes fica muito mais fácil interpretar certas passagens bíblicas.

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