Como viver uma vida segundo o Espirito – Livres da lei

INTRODUÇÃO

No capítulo 8 de Romanos, o Apóstolo Paulo mostra que o velho homem morreu para que o novo nascesse e este vive segundo o Espírito Santo podendo-se libertar do pecado por intermédio Dele.

O que era impossível na antiga aliança, regida pela Lei, agora se tornou possível graças a uma nova lei – a lei do Espírito de Vida em Cristo Jesus.
É o Espírito Santo que nos traz a paz e a certeza que viveremos um dia com nosso salvador Jesus, toda alegria e plenitude que temos vem por intermédio do Espírito Santo, pois ele é nosso consolador.

1 -A VIDA NO ESPÍRITO PRESSUPÕE OPOSIÇÃO À LEI DO PECADO (Rm 8.1-4)

Vamos dividir esse tópico em três:

  • A enfermidade da lei;
  • A cura da cruz;
  • A lei do pecado é revogada.

1 – A enfermidade da lei

Para entender melhor esse tópico, veja esse artigo – A lei e a Graça.

Como observamos no capítulo 7 de Romanos, Paulo exclamou em tom desesperador quando vê diante de si (e de todos os cristãos) o impiedoso jugo do pecado – Rm 7.24.

Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?” – Romanos 7:24.

Esse grito pertence a todos nós. Mas, qual é a razão desse desespero ? – Vamos entender a argumentação de Paulo em torno desse assunto.

Ele havia dito que todos os homens, quer gentios quer gregos, estavam debaixo da condenação do pecado. Mesmo os judeus, a quem foi confiada à Lei Mosaica, não conseguiram escapar desse cativeiro. E por que não? Porque a Lei, que fora dada para alertar os homens sobre a malignidade do pecado, acabou servindo de instrumento para aguçar o desejo de pecar.

Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás.” – Romanos 7:7.

A lei se tornou uma ferramenta para pecarmos, pois, se não há lei, não há pecado.

Dessa forma, a Lei, que era uma coisa boa, acabou por se tornar inoperante diante de outra lei — a lei do pecado e da morte. Assim, a Lei ficou doente.

Em resumo – Quando você fala para alguém não fazer algo, ai parece que a outra pessoa fica mais ‘tentada‘ a fazer. O mesmo aconteceu com a lei, a lei dizia para não fazer, ai que as pessoas mais faziam. Quando desobedecemos ficamos debaixo da lei do pecado.

Jesus uma certa vez curou um cego e disse para ele não falar para ninguém, a bíblia fala que quanto mais Jesus o proibia mais ele falava.

E ordenou-lhes que a ninguém o dissessem; mas, quanto mais lho proibia, tanto mais o divulgavam.” – Mc 7.36.

2 – A cura da cruz

Ainda no mesmo capítulo 7, de Romanos já chegando ao seu final, Paulo dá outro grito, agora não mais de desespero, mas de vitória pela graça de Deus revelada na pessoa de Jesus Cristo. O seu grito de vitória também é nosso grito (Rm 7.25). A mesma argumentação, agora em sentido oposto pode ser feita.

Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado.” – Romanos 7:25

Em vez do grito de desespero, Paulo dá um brado de vitória. Mas o que ocasionou esse grito de vitória? A resposta está na vida segundo o Espírito relatada em Romanos capitulo oito.

3 – A lei do pecado é revogado

Vou transcrever que está na revista.

A lei do pecado e da morte, que havia neutralizado ou tornado ineficaz a Lei, agora foram revogadas pela lei do Espírito da vida. Essa nova lei, muito mais poderosa, porque não operava baseado nas obras da carne, mas no sacrifício de Jesus, o imaculado Cordeiro de Deus, tornou possível quebrar o jugo da escravidão que a lei do pecado produzia.

Agora todos os filhos de Deus podem alegrar-se da liberdade que vem da vida segundo o Espírito.

2 -A VIDA NO ESPÍRITO PRESSUPÕE OPOSIÇÃO À NATUREZA ADÂMICA (Rm 8.5-17)

Vamos dividir esse tópico em três:

  • A velha inclinação;
  • A nova inclinação;
  • A nova filiação.

1 – A velha inclinação

Paulo usa o verbo grego ‘phroneo’, traduzido aqui como inclinar; com o sentido de colocar a mente em algo. A natureza adâmica, mesmo destronada continua requerendo seu antigo lugar. Na carta aos gálatas, Paulo mostra que a carne milita, ou guerreia, contra o Espírito (Gl 5.17).

Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis.” – Gálatas 5:17.

Essa guerra acontece na esfera da mente, quando esta deseja (gr. epithymeo) contra o Espírito. Ainda na epístola aos crentes da Galácia, o apóstolo explica que a carne e o Espírito são duas forças opostas entre si (Gl 5.16,17).

Todos os crentes salvos, quer sejam novos convertidos quer não, são objetos dessa inclinação da antiga natureza. Ceder a essa inclinação é ceder à morte (Rm 8.6). Nessa inclinação interna da velha natureza, a carne está no comando. Quando a carne assume o controle o Espírito fica de fora.

2 – A nova inclinação

Em oposição à velha natureza adâmica, também denominada de natureza pecaminosa, ou ainda, de “velho homem“, Paulo mostra a inclinação do Espírito. Ele afirma que a inclinação do Espírito produz vida (Rm 8.6).

A palavra grega inclinação, usada aqui por Paulo é phrónêma, cuja raiz vem de phroneo, inclinar. Fica bastante evidente a participação do crente no processo da salvação. Ele precisa andar na esfera do Espírito afim de que não ceda aos desejos da carne.

Assim como o crente tem seu papel no processo da salvação escolhendo, ou não, receber a graça de Deus, da mesma forma ele, agora como regenerado em Cristo, também tem a escolha para andar, ou não, no Espírito.

Assim como respondemos ao chamado de Deus para a salvação, devemos da mesma forma responder ao chamado de Deus para a santificação. Nessa inclinação da nova criatura em Cristo, o Espírito está por dentro, isto é, no comando, e a carne está por fora. Não está mais no comando, pois foi destronada.

3 – A nova filiação

Essa nova inclinação a qual o apóstolo se referiu só se tornou possível porque os justificados em Cristo Jesus passaram a ser guiados pelo Espírito de Deus: “Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus” (Rm 8.14).

Esse privilégio, que tornou possível ao crente ser orientado ou guiado pelo Espírito aconteceu porque Deus nos deu a adoção de filhos: “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai” (Rm 8.15).

Como filhos, agora somos habitação do Espírito Santo, que em nosso interior dá testemunho dessa nova filiação recebida (Rm 8.16).

3 – A VIDA NO ESPÍRITO PRESSUPÕE OPOSIÇÃO ENTRE A NOVA ORDEM E A ANTIGA (Rm 8.18-39)

Vamos dividir esse tópico em três:

  • A manifestação dos filhos de Deus
  • Provas do grande amor de Deus.
  • Deus é conosco

1 – A manifestação dos filhos de Deus

Os versículos 18 a 30 de Romanos 8 mostram a certeza dos crentes quanto ao futuro: “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (Rm 8.18). Fica evidente que quando o apóstolo falava do futuro, ele também contemplava o passado. 0 atual estado de coisas mostra os sinais da velha ordem.

São marcas que fazem com que a criação tenha gemidos por não poder por si mesma removê-las.
Por isso ela geme: “Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora” (Rm 8.22). Mas não só ela, nós também que temos as primícias do Espírito também gememos (Rm 8.23).

A criação quer voltar ao seu estado original e nós também. 0 Espírito Santo sente o nosso drama, sente a nossa angústia e também geme por nós (Rm 8.26,27).

O melhor é saber que em todas as coisas Deus coopera para o bem dos que o amam (Rm 8.28). A palavra grega sünergei (de onde vem sinergismo) traduzida em Romanos 8.28 como coopera, mostra que Deus trabalha, com os que o amam, em direção a seu propósito.

2 – Provas grande amor de Deus

Os versículos 31 a 39 de Romanos 8, são na verdade o fechamento de tudo aquilo que o apóstolo argumentou desde o capítulo cinco. De pecadores perdidos e sem esperança passamos a filhos de Deus através da justificação pela fé. De escravos do pecado passamos ao estado de filhos libertos através da obra do Espírito Santo. De membros de uma velha ordem passamos a ser particip

3 – Deus é conosco

Deus nos ama, nos redimiu em Jesus Cristo do jugo do pecado e está ao nosso lado. Paulo afirma que “diremos pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8.31). Paulo demonstra que nesta vida, enquanto permanecermos em Cristo, nada poderá nos separar do amor de Deus. Somos o objeto de seu grande amor.

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