O que é a graça e quais são seus inimigos

INTRODUÇÃO

O capítulo 5 de Romanos mostra o triunfo da graça sobre o pecado. Paulo já tinha falado da justificação, mas, não explicado o que seria isso na prática. Nesse estudo entenderemos a graça que Deus nos justifica abolindo o domínio do pecado e fazendo-nos viver livres em Cristo.

1 – OS INIMIGOS DA GRAÇA

Vamos dividir esse tópico em três:

  1. antinomianismo;
  2. Paulo não aceita e não confirma o antinomismo;
  3. Legalismo

1 – Antinomianismo

O primeiro inimigo da graça eram as pessoas que iam contra, no caso os – antinomistas. No dicionário a palavra antinomismo significa:

  1. . Rel mq ANTINOMIANISMO .
  2. fil especulação a respeito de um problema filosófico realizada por intermédio de dois argumentos, ambos coerentes e críveis em suas formulações respectivas, mas antagônicos em suas conclusões.

Paulo percebeu que sua argumentação a respeito da graça poderia gerar um mal-entendido. Por isso, tratou logo de esclarecer o seu pensamento a respeito do assunto. Usando o método de ‘diatribe‘, ele dialoga com um interlocutor imaginário, procurando explicar de forma clara o seu argumento.

Paulo já havia dito que onde o pecado abundou, superabundou a graça (Rm 5.20). Tal argumento seria uma afirmação ao estilo dos antinomistas, isto é, pessoas que iam contra o que Paulo estava ensinando, pois estes acreditavam que podemos viver sem regras ou princípios morais.

O povo naquela época estavam tão ‘desvinculados‘ com as verdades da vida que queriam viver sem princípios morais e éticos. Paulo quando chega mostrando princípios religiosos e morais, os antinomistas não aceitaram muito bem. Vivemos dentro de uma sociedade que precisamos aprender viver com ética e princípios morais.

Vamos entender um pouco mais sobre os princípios morais com base na nossa convivência na sociedade como cristãos. LEMBRANDO que isso que vamos ler agora é princípios filosóficos não teológicos, embora tenha muito a ver com teologia.

1 – Entenda que essa vida é a única que temos

A moralidade não deve ditar como vivemos nossa vida hoje para obtermos uma posição melhor quando morrermos. Muito pelo contrario, a moralidade dita como em vida podemos melhorar a utilidade da nossa vida. Você só possui uma vida para viver, então viva da melhor forma possível.

2 – A moralidade não vem da religião

Deus quando criou o homem, Ele já colocou princípios morais dentro dele. Repare Adão quando cometeu seu primeiro pecado que foi a desobediência, ele mesmo já se vestiu e se escondeu de Deus, pois, ele sabia que ele fez foi moralmente errado. O fato de dele sentir vergonha do que ele fez, mostra que a moralidade já estava embutido nele.

Não é porque uma pessoa é cristã é que ela é moralmente correta, as vezes a pessoa é santa, mas, não justa. Por exemplo:

Uma pessoa que vive orando e buscando mais do reino de Deus vai ao mercado e a ‘moça do caixa‘ da o troco errado, da 5 reais a mais e a pessoa não devolve o dinheiro. ELA É ‘SANTA, MAS, NÃO JUSTA‘. Você pode não ‘pecar com tanta frequência’ e se desviar do mal, mas, se você não for justo, pouco vale isso tudo. SEJA SANTO E JUSTO.

3 – Cuide de sua imagem

A bíblia nos ensina que devemos cuidar da nossa imagem, algo muito importante para vivermos uma vida abundante com Deus e diante dos homens é a nossa imagem. Nosso posicionamento na sociedade dita quem somos. CUIDE DE SUA IMAGEM!

Muitos dizem – ‘eu sou assim mesmo, não mudo‘, isso é meio perigoso dentro do presente século, vivemos dentro de uma sociedade que as mudamos são constantes, você precisa ser uma pessoa flexível as mudanças, pois, quem não muda não tem espaço no mercado de trabalho, na igreja e em outros lugares.

Faça algumas perguntas para você mesmo hoje, como:

  • Como as pessoas tem me visto ?
    •  De uma forma positiva ou negativa ?
  •  Gostam de ficar perto de mim ou preferem ficar longe ?

Faça uma reflexão sobre sua imagem [sua vida] e tente melhorar os pontos negativos pedindo ajuda a Deus.
E pense nessa frase – ‘Se você não quer que falem, não faça.”. E se alguém estiver falando algo para denigrir sua imagem, deixe com Deus, pois Ele diz – ‘não toqueis nos meus ungidos e não maltrateis os meus profetas’I Cro 16.22.

2 – Paulo não aceita e não confirma o antinomismo

No antimonismo não há normas. As pessoas que erroneamente aceitavam tal pensamento, acreditavam que quanto mais se peca, mais graça se recebe. Em outras palavras, a graça não impõe limite algum. Antevendo esse entendimento equivocado, o apóstolo pergunta: ‘Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça seja mais abundante?‘ – Rm 6.1.

A resposta é não! – A graça não deve servir de desculpa para o pecado.

Infelizmente, o antinomismo tem ganhado força em nossa sociedade, passando a ser socialmente aceito até mesmo dentro das igrejas evangélicas. Esta é uma doutrina venenosa, que erroneamente faz com que a graça de Deus pareça validar todo tipo de comportamento contrário à Palavra de Deus.

Muitos lugares tem entrado numa decadência espiritual muito grande, como:

1 – Empobrecimento dos cultos

Nos dias de hoje, há uma pobreza muito grande da parte dos lideres em relação a Palavra de Deus, muitos cultos sem a Palavra, presando apenas músicas e pequenos ‘show’s durante o culto. A bíblia ensina que o culto tem que ser dirigido por Deus e recheado de Poder de Deus para a salvação dos judeus e dos gentios.

2- Pregações que distorcem as verdades bíblicas

Se o foco da pregação não for o poder de Deus se manifestando no homem através do Espírito Santo e a salvação por intermédio de Jesus a pregação se torna vazia e distorcida.

3 – Confusão doutrinária no seio da igreja

Muitas vezes dentro da mesma igreja há várias divergências teológicas, pessoas da mesma igreja pregando mensagens diferentes. A melhor forma de reajustar isso é fazer com que todos os membros participem dos cultos de ensino e de escola bíblica dominical.

3 – LEGALISMO

Em Romanos 6.15, Paulo tem em mente o judeu legalista, quando pergunta – “Pois quê? Pecaremos porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça? De modo nenhum!“. A doutrina da justificação pela fé, independentemente das obras da lei, levaria o legalismo a argumentar que Paulo estaria ensinando que, em virtude de não estarmos mais debaixo da lei, então não ha mais obrigação alguma com o viver santo.

A teologia de Paulo irá ensinar que mesmo não estando mais debaixo da lei, o cristão não ficou sem parâmetros espirituais. Pelo contrário, agora que ele tem a vida de Jesus Cristo dentro de si, está capacitado a agradar a Deus, mesmo sem se submeter à letra da Lei de Moisés.

2 – A VITÓRIA DA GRAÇA

Vamos dividir esse tópico em três:

  1. A graça destrói o domínio do pecado;
  2. A graça destrói o reinado da morte;
  3. A graça e os efeitos do pecado.

1 – A graça destrói o domínio do pecado

Para Paulo, o pecado era como um tirano impiedoso que não poupava seus súditos. Ele reinou desde que entrou no mundo e seu domínio parecia não ser ameaçado. O pecado dominou os que não estavam debaixo da Lei e dominou também os que estavam sob sua égide [escudo]. Não havia escapatória.

Por causa do “velho homem“, uma expressão que para Paulo é sinônimo de natureza caída e pecaminosa, que esse iníquo tirano conseguia reinar.

Como se libertar, então, desse tirano? Paulo mostra que a solução de Deus foi aquilo que lhe servia de base de sustentação, o corpo do pecado: “Sabendo isto: que o nosso velho homem foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, a fim de que não sirvamos mais ao pecado” (Rm 6.6).

O “corpo do pecado” significa mais do que simplesmente o corpo físico, mas o corpo como algo que instrumentaliza o pecado e que precisava ser destruído.

A palavra grega “katargeo”, traduzida em Romanos 6.6 como ‘destruído’, possui o sentido de “destronado ou tornado inoperante“. Foi, portanto, através da cruz de Cristo que esse tirano foi destronado e teve seu domínio desfeito.

A graça de Deus triunfou sobre o pecado. Glória a Deus pelo seu dom inefável (1 Co 9.15)

2 – A graça destrói o reinado da morte

Vou transcrever que está na revista.

0 apóstolo mostra que o reinado do pecado e seu domínio caracterizaram-se pela morte. “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.23). Não há lugar nesse mundo onde não se sinta as consequências do pecado.

3 – A graça e os efeitos do pecado

Vou transcrever que está na revista.

Os efeitos do pecado podem ser vistos por toda parte. Podem os vê-los nas catástrofes naturais, nas guerras, homicídios, estupros e abortos. 0 pecado traz a marca da morte. Tanto a morte física, como a morte espiritual, o afastamento de Deus, são consequências do pecado.

Nada podia destruir esse domínio tenebroso do pecado e fazer parar seus efeitos. Todavia, Paulo mostra que a Graça de Deus invadiu o domínio do pecado e destruiu seu principal trunfo — o poder sobre a morte.

A graça de Deus, presente na ressurreição do Senhor Jesus, destruiu o poder sobre a morte física e essa mesma graça, quando nos reconcilia com Deus, destrói o poder da morte espiritual.

3 – OS FRUTOS DA GRAÇA

Vamos dividir esse tópico em três:

  • A graça liberta;
  • Exigências da graça;
  • A graça santifica.

1 – A graça liberta

Vou transcrever que está na revista.

A graça é libertadora (Rm 6.14) e produz frutos para a nossa santificação: “Mas, agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna” (Rm 6.22). Somente a graça seria capaz de desfazer o domínio do pecado.

Bíblia afirma que quem comete pecado é escravo do pecado (Jo 8.34). E mais, o escravo não possuía domínio sobre o seu arbítrio. Essa situação mudou quando a graça, revelada na pessoa de Jesus Cristo, entrou na história e desfez o domínio do pecado

Paulo afirmou que o “pecado não terá domínio sobre nós“.Somos livres em Cristo. Essa liberdade é uma realidade na vida do crente: “Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão” (Gl 5.1).

2 – Exigências da graça

Vou transcrever que está na revista.

A graça liberta, mas ao mesmo tempo tem suas exigências. Isso fica claro pelo uso dos termos considerar (6.11), que no original (logizomai) significa ‘reconhecer, tomar consciência’: “Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.11).

Em Romanos 6.13 a palavra “apresentar” (gr. paristemi), significa ‘colocar-se à disposição de alguém’: “Nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniquidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça” (Rm 6.13).

3 – A graça santifica

Paulo revela que um dos efeitos imediatos da graça é a justificação e o outro é a santificação: “Mas, agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna” (Rm 6.22).

A palavra “santificação“, que traduz o grego ‘hagiasmos‘ mantem o sentido de “separação“. A graça nos libertou e nos separou para Deus. A santificação aparece aqui nesse texto como um fruto da graça. No ensino de Paulo a santificação ocorre em dois estágios.

Primeiramente somos santificados em Cristo quando o confessamos como Salvador de nossas vidas. Na teologia bíblica isso é conhecido como santificação posicional.

Por outro lado, não podemos nos acomodar, mas procurar a cada dia nos santificar, isto é, nos separar para Deus. Essa é a graça progressiva [segundo estágio da graça], aquilo que existe como um processo na vida do crente.

Post – O que é a graça e quais são seus inimigos
Tags – o que e Antinomianismo, os inimigos da graça, o que é graça, a maravilhosa graça, o que é legalismo, fruto da graça

MATERIAIS PARA SEU CRESCIMENTO

Comentários

Comentários

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *